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Chaveiro 24 Horas

domingo, 25 de dezembro de 2022

O ELO FRACO DAS FECHADURAS PADO

          É difícil falar sobre produtos de uma grande marca com uma conotação aparentemente negativa; é contudo fácil constatar facilmente a involução das fechaduras Pado sobretudo a partir de fechaduras instaladas em edifícios às vezes com mais 40, 50 ou 60 anos e muitas delas ainda funcionando. Outra dificuldade ė o fato de que diferentes segmentos dá sociedade parecem estar conformados com o fato de a vida útil não só das fechaduras ter diminuído gradativamente. Não vou morder e assoprar, mas eventualmente não temos outra alternativa e temos que rasgar elogios às fechaduras Pado. Há, contudo um mecanismo do qual eu nunca soube o nome que eu chamaria de dispositivo de travamento da ligueta que consumidores, arquitetos, chaveiros etc. deveriam ao menos tomar conhecimento da sua fragilidade.
As fechaduras Pado têm mais de um ponto vulnerável e chaveiros os conhecem bem; um deles muito importante é o travamento do miolo na meia volta; isso acontece quando o cilindro gira sem que a chave tenha chegado ao fim do curso, mas essa peça geralmente de 4 tentáculos que em fechaduras de perfil estreito têm apenas 3, costumam quebrar um ou dois deles deixando muitas vezes a porta trancada.
               Fechaduras com bem pouco uso, fechaduras relativamente novas também quebram sem nenhuma causa aparente. Não cabe a mim ou ao chaveiro que socorre a pessoa trancada sugerir que ela recorra à garantia por defeito de fabricação. Parece que todos os envolvidos exceto o consumidor ficam satisfeito com o desfecho. Não se trata de minha opinião, a questão é simples, as fechaduras mais antigas da mesma marca nunca quebravam nesse ponto. Mesmo que as atuais peças tenham que ser de zamaque, parece claro que foram dimensionadas pra quebrar; existem muitas outras marcas que não quebram e pra piorar as fechaduras atuais são rebitadas e também não há peça pra reposição..
               
               O fato de as fechaduras serem rebitadas não impedem o chaveiro de desmontá-las, mas ao estourar os rebites uma de duas coisa acontece: ao desgastar o s rebites no esmeril ou na lima, não sobra material para rebitar novamente e o fechamento fica muito fraco; a outra situação é que o chaveiro força a desmontagem sem desgastar ou desgastando parcialmente o rebite e ao forçar geralmente empena as chapas e desalinha todo o conjunto. A solução que achei é um pouco trabalhosa, mas, não compromete o bom funcionamento da fechadura. Ao lado de cada rebite é possível fazer um furo atravessando as duas chapa, paralelamente a cada rebite colocamos então um pequeno parafuso com porca, logicamente vamos fazer isso depois da manutenção necessária.
               A manutenção necessária no caso é trocar a peça quebrada, o mecanismo de 4 tentáculos que mantém a lingueta travada após cada giro da chave. É trabalhosa a elaboração manual de uma nova peça, mas perfeitamente possível a partir de retalhos de tubos de ferro quadrados ou retangulares. Fazer uma única peça demora, quando fazemos várias o tempo cai drasticamente. Essa peça de ferro não irá quebrar, pode ser porém que ela desloque o elo fraco para outro ponto.
          
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